Veja a análise do livro “O Hobbit”

Escrita por J. R.R.Tolkien, uma das obras da literatura fantástica mais conhecidas do mundo permite reflexões à luz de teorias distintas sobre a Jornada do Heroi

Por Diego Ronald Bezerra Chacon*, Raul Guilherme Macedo Silva**e Edmilson José de Sá*** | Foto: | Adaptação web Caroline Svitras

J. R. R. Tolkien foi um escritor inglês especializado em linguística com ênfase em antigo e médio inglês, nascido em Bloemfontein, África do Sul, em 3 de janeiro de 1892. Seu pai, Artur Tolkien, trabalhava para um banco na Inglaterra e durante a década de 1890 acabou ganhando uma promoção para trabalhar na sede do mesmo banco na África do Sul, assim ele e sua esposa Mabel Suffield mudaram-se para lá e tiveram seus dois filhos John Ronald e Hillary. Após a morte do pai de Tolkien, o restante da família voltou para a Inglaterra onde a mãe dos dois converteu-se ao Catolicismo Romano e com ajuda do padre Francis Morgan, que era pároco na região de West Midlands, onde eles se estabeleceram, recomeçou a criar os filhos.

 

Tolkien começou a estudar muito cedo as línguas que acabaram por influenciar a construção da língua inglesa como a conhecemos hoje. Esses estudos acabaram influenciando-o, mais tarde, principalmente no seu modo de escrever e de contar histórias. Além do gosto para linguística, Tolkien tinha também um profundo conhecimento histórico das mitologias que cercavam as histórias dos povos que deram origem ao Reino Unido. Afora isso, ele também, desde jovem, já criava as próprias línguas, por mera diversão.

 

Após a morte de sua mãe, ele e a irmã ficaram sob os cuidados do Padre Francis que cuidou da educação e das necessidades dos dois. Mais tarde, Tolkien entrou para Oxford onde formou-se sem honras em 1913. Lá ele foi muito influenciado pelos clássicos do Inglês Antigo, as Línguas Germânicas (especialmente góticas), Galesese Finlandeses. Foi também em 1913, que Tolkien começou o seu  relacionamento com Edith Bratt, que mais tarde viria a ser a sua esposa, com a qual ele teve seus três filhos: Priscilla, Michael e Christopher.

J.R.R.Tolkien

Em 1916, ele retorna a Oxford e se forma novamente, desta vez com honras. Em seguida, veio a guerra e Tolkien foi enviado à Frente Ocidental, apenas a tempo para a ofensiva de Somme, porém acabou adquirindo uma doença conhecida como “febre das trincheiras” e foi enviado de volta para Inglaterra.

 

Durante a guerra, suas histórias já haviam começado a tomar forma e foi nas trincheiras que Tolkien começou os primeiros esboços dos contos referentes aos dias antigos da Terra Média, que hoje estão publicados num outro livro de sua autoria chamado Quenta-Silmarillion, bem como um dos capítulos de sua grande obra O Senhor dos Anéis, chamado de A sombra do passado. Foi na guerra que ele também perdeu a maior parte de seus amigos da infância e isso também o influenciou na escrita de seus contos.

 

Após a guerra, ele volta a Oxford desta vez como Professor de Inglês, Inglês Arcaico e Anglo-saxão. Nessa época, ele termina seu primeiro livro, O Hobbit, que na realidade era um conto de ninar que Tolkien contava para seus filhos pequenos. Entretanto, essa história só foi publicada em 1937, quando uma pequena parte de O Senhor dos Anéis já estava escrita.

A história desse hobbit começa no lugar onde ele viveu toda a sua vida, chamado por Tolkien de Condado. Certo dia, Bilbo recebe a visita inesperada do mago Gandalf, O Cinzento, que lhe lança uma proposta, na qual ele deveria entrar numa aventura e assumir o papel de um ladrão. Nessa aventura iriam também uma caravana com 13 anões, eram eles: Thorin Escudo-de-Carvalho, Dwalin, Balin, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur, Kili e Fili. O objetivo dessa aventura era o de recuperar o antigo lar dos anões, A Montanha Solitária, que tinha sido roubada pelo dragão Smaug. Bilbo, enfurecido pela visita surpresa dos aventureiros, não aceita de forma alguma deixar sua vida cômoda e pacata do Condado. No entanto, depois de muito refletir e acreditar nas palavras de Gandalf, ele decide entrar na aventura.

 

Montados em pôneis, o grupo começa o caminho passando por alguns testes complicados, principalmente o herói Bilbo, que só reconheceu que pertencia ao grupo e a aventura quando teve que enganar e salvar seus companheiros das mãos monstruosas de um trio de trolls, que eram criaturas grandes e feiosas que devoravam os viajantes nas estradas e que viajavam apenas à noite, pois durante o dia viravam pedras na presença do sol.

 

Após o encontro com as criaturas eles encontraram no meio de uma planície a passagem secreta para o reino secreto dos Elfos, seres mágicos amantes da natureza, imortais e de rostos angelicais, chamado de Valfenda. Neste refúgio, o grupo é acolhido e recebe os conselhos do mestre elfo Elrond, que os auxilia a desvendarem uma importante pista que os ajudará a recuperar a terra natal dos anões.

 

Após esse encontro, o grupo segue sua viagem pelas Montanhas Sombrias, lá eles foram acometidos por uma tempestade e tiveram que se esconder numa caverna sob as montanhas. No entanto, são pegos de surpresa por um grupo de Orcs, seres horrendos e deformados, de pele negra, que num passado longínquo haviam sido Elfos, mas devido a profundas e terríveis torturas tornaram-se monstros a serviço das mais obscuras forças das trevas, que os levam para as profundas cavernas das montanhas. Lá eles fogem, mas são perseguidos e, na confusão, Bilbo é deixado desacordado para trás.

É nesse momento que Bilbo, depois que acorda, no escuro da caverna encontra um anel e guarda-o no bolso, sem lhe dar importância, pois sua principal preocupação era a de estar perdido no escuro. Com ajuda de sua espada mágica, cuja lâmina brilha quando Orcs estão por perto, ele acha o caminho para a caverna da criatura chamada Gollum, um ser esquálido, pálido e de olhos grandes, que lhe propõe um jogo de adivinhação. Se ganhasse, Gollum lhe mostraria a saída da caverna. O jogo começa e a criatura perde. Furiosa, vê-se obrigada a cumprir o acordo feito anteriormente, porém, ainda tentando driblar o combinado, ela vai em busca de seu anel mágico, contudo percebe que estava perdido e acusa Bilbo de tê-lo roubado.

Ele tenta capturar o hobbit, mas Bilbo coloca o anel sem querer no dedo e fica invisível conseguindo fugir. Na saída das cavernas, Bilbo encontra Gandalf e os anões e os acompanha, mas, logo à frente, se deparam com um bando de Wargs, que nada mais eram que lobos gigantes a serviço dos Orcs das Montanhas Sombrias. O grupo escapa de ser devorado, ao subir nas árvores e serem salvos pelas águias das montanhas. Gandalf conduz o grupo até a casa de Beorn, que era, aparentemente, um homem, peludo, que pode transfigurar-se em urso.
Na casa dele, conseguem recuperar suas forças. De volta a sua empreitada, Gandalf, o mentor do grupo, deixa Bilbo e os anões que estavam prestes a fazer uma das travessias mais perigosas da aventura, passar pela Floresta das Trevas.

 

Depois de um último conselho ao grupo, Gandalf vai embora e os deixa na entrada da Floresta das Trevas. Eles levam dias atravessando a floresta. Perdidos, saem da trilha e são atacados por aranhas gigantes onde, mais uma vez, Bilbo, em poder do anel mágico, faz de tudo para salvá-los. No entanto, os anões são feitos prisioneiros pelos Elfos da floresta. Bilbo, invisível, invade o palácio dos Elfos atrás dos anões. Com muita astúcia, ele elabora um plano para resgatar os anões das celas em que estavam presos, ajudando-os a escapar escondidos em barris, descendo pelo rio que corta a mata em direção a Cidade do Lago. Na cidade, erguida sobre palafitas, eles são acolhidos calorosamente e Thorin se proclama o “rei sob a Montanha”, que veio recuperar o que lhe pertence.


Recuperados, partem para a Montanha Solitária. Depois de dias procurando o portal secreto de entrada da montanha e esperando para abri-lo no dia certo. Eles, finalmente, entram na montanha e os anões começam a pressionar Bilbo para fazer aquilo pelo qual foi contratado, roubar a Pedra Arken, a joia preciosa do rei anão. Assim, invisível pelo poder do anel mais uma vez, o hobbit desce até a câmara onde ficava todo o tesouro dos anões e, escondido, o dragão Smaug. Bilbo para chamar sua atenção, rouba uma taça de ouro, Smaug sente falta do objeto e sai à caça do ladrão. O hobbit se aventura até a câmara novamente e ele e o dragão acabam tendo uma longa conversa.

O dragão, enfurecido por não encontrar o ladrão invisível acaba saindo para se vingar dos homens de Esgaroth, a Cidade do Lago. Na Cidade, depois de muita destruição causada, ele encontra um inimigo a altura, Bard, que atira uma flecha no ponto fraco do dragão, que tinha quase toda a pele revestida de ouros e diamantes. Assim, Smaug morre sobre a cidade e, junto com ela, é sepultado no lago. Nesse momento, na câmara dos tesouros, Bilbo descobre a Pedra Arken, e a guarda para si.

 

Com a Cidade do Lago destruída pelo dragão, Bard reúne os homens e mulheres sobreviventes e decidem ir em direção a Montanha Solitária pedir ajuda aos anões. Nesse mesmo momento, o Rei-Elfo da Floresta das Trevas, Thranduil, marcha com seu exército também em direção a montanha, alegando que parte daquela riqueza toda, lhe pertence. Ao descobrirem que Elfos e Homens estão se dirigindo a montanha em busca do tesouro, Thorin envia mensagens pedindo, através dos corvos, socorro ao seu primo Dain. Pouco tempo depois, ele e os outros anões formam uma muralha de pedras na entrada de Erebor, como era conhecido do reino dos anões.

 

Com todos presentes na frente das pedras, começa uma intensa negociação, mas Thorin se recusa a dar qualquer compensação aos homens e Elfos. Com a montanha sitiada, Bilbo resolve levar aos sitiantes a Pedra Arken para que tudo acabe de uma vez, assim ele descobre, que Gandalf retornara e que trazia uma mensagem de uma ameaça muito perigosa que estava por vir. O príncipe Thorin, quando descobre que a pedra estava com Bilbo e que ele a entregara ao inimigo, se enche de vingança contra o hobbit e tem uma mudança intensa de personalidade passando de herói e aliado a um vilão.

 

 

 

A essa altura, Dain,que estava parado com reforços protegendo Erebor daqueles que estão prestes a ataca-la, percebe uma nuvem de morcegos anuncia a chegada dos Orcs e Wargs. Nesse momento vem o grande clímax do livro, a hora de todos provarem seus valores na grande Batalha dos Cinco Exércitos. Homens, Elfos e Anões lutam lado a lado por sua sobrevivência e para proteger o tesouro, e quando a batalha parece perdida, as águias das Montanhas Nebulosas e Beorn, este em sua forma de urso, surgem e resgatam Thorin, ferido mortalmente por lanças inimigas.

 

A batalha acaba e Thorin, antes de morrer, faz as pazes com Bilbo e é enterrado na Montanha Solitária com a Pedra Arken e a espada Orcrist, que o acompanhou junto ao Escudo-de-Carvalho durante toda a aventura, sobre seu túmulo. Dain passa a reinar como Rei sob a Montanha e dá um quarto do tesouro para os homens de Bard, assim como esmeraldas para o Rei-Élfico. Bilbo aceita como presentes dois baús, um de ouro e outro de prata.

 

No fim, muita coisa havia mudado na vida de Bilbo, apesar de todas as perdas, ele acabara sendo, para todos, a grande surpresa dessa aventura, menos para Gandalf que sempre acreditou no potencial do hobbit. Gandalf e Bilbo voltam com Beorn contornando a Floresta das Trevas, hospedando-se com este em Valfenda. Chegam ao Condado um ano após a partida, justamente no dia em que está ocorrendo um leilão de toda a mobília da casa de Bilbo, que todos acreditavam que estava morto. O Hobbit consegue recuperar seus bens com muita dificuldade, mas acaba perdendo sua reputação de hobbit respeitável.

 

Certo dia, Gandalf e Balin aparecem novamente em sua porta para contar as novidades da Terra-Média. A antiga cidade dos homens, Dale, que ficava próxima aos arredores da  Montanha Solitária e que outrora fora destruída por Smaug,foi reconstruída por Bard, assim como a Cidade do Lago, e reina uma forte amizade entre Elfos, anões e homens.Smaug,foi reconstruída por Bard, assim como a Cidade do Lago, e reina uma forte amizade entre Elfos, anões e homens.

 

 

O herói e a sua jornada

Hoje em dia é comum a leitura de obras de ficção fantástica. Todos os dias, vemos novos escritores surgirem em algum lugar, com alguma temática nova ou mesmo reinventando mitologias já existentes e adicionando-as as suas obras de forma original ou mesmo pitoresca. Porém, essas novas histórias, tendo sido criadas ou reinventadas, possuem em seu âmago semelhanças que vão além da simples adaptação do folclore mundial e dos mitos que conhecemos.

Essas histórias estão interligadas por uma rede invisível que vem desde os primórdios até os dias atuais. Ela passa pelo nosso subconsciente coletivo e viaja pelos cantos mais profundos de nossos seres e de nossas mentes, pois, apesar de cada história ter suas particularidades, elas possuem em sua estrutura e forma de escrita uma similaridade que já era usada pelas antigas sociedades para contar histórias, para explicar aquilo que era inexplicável, o mito.

 

De acordo com o estudioso americano de mitologia e religião Joseph Campbell (1904-1987), quer escutemos, com desinteressado deleite, a arenga de algum feiticeiro de olhos avermelhados do Congo, ou leiamos sutis traduções dos sonetos do mítico Lao-Tse; quer decifremos o difícil sentido do argumento de Santo Tomás de Aquino ou ainda o bizarro sentido de um conto de fadas esquimó, é sempre com a mesma história que nos deparamos, história essa que muda constantemente conforme é contada.

 

Durante séculos isso vem ocorrendo. Os mitos surgem à medida que não conseguimos explicar o sobrenatural. Nos primórdios das civilizações não havia a ciência exata e o mito era a explicação mais lógica que a mente humana construía para entender o mundo que a cercava. Deuses e criaturas povoavam o subconsciente das pessoas, que eram guiadas pelo medo do desconhecido ou um profundo instinto de sobrevivência inerente à raça humana como um todo.

 


Através de sua compreensão do processo de construção dos mitos ele conseguiu identificar e relacionar inúmeros arquétipos de personagens mais comuns, presentes na grande maioria das histórias. O médico moderno, por exemplo, pode ser comparado ao clássico do Velho Sábio, cuja presença é constante nos contos de fadas, afinal sua figura é vista como o grande guardião da sabedoria e respeito de todos os caminhos secretos e fórmulas poderosas. Ele está sempre presente para ajudar o herói nas provas e terrores da fantástica aventura.

 

Sendo assim, o autor define em seu estudo que o que há em comum entre todas as histórias é a Jornada que o herói, ou personagem central, terá de fazer ao longo da aventura e essa Jornada estaria intimamente ligada a fatores ou pontos específicos, pelos quais essa personagem teria que passar ao longo do caminho. Esses pontos também são comuns à nossa existência real, pois são equivalentes aos ritos de passagem pelos quais passamos ao longo da vida, durante essa Jornada o herói deverá passar por eles para crescer e renascer renovado ao final da aventura. E é justamente nesse ponto que todas as histórias se ligam, pois, a maioria dessas etapas da Jornada podem ser encontradas em diversas histórias.

 

Essa Jornada conhecida como a Jornada do Herói, divide-se em três momentos específicos, são eles: a partida, a iniciação e o retorno.

 

Tomando como exemplo a partida, como a teoria define, são os momentos iniciais da história. Ela tem por objetivo retirar o herói do seu mundo de confortos e levá-lo ao mundo da aventura, o mundo das dificuldades. Nesse novo ambiente ele geralmente irá crescer e amadurecer. Ela se subdivide em cinco estágios: O chamado da aventura, A recusa do chamado, O auxílio sobrenatural, A passagem pelo primeiro limiar e O ventre da baleia.

 

Cada um deles é responsável por direcionar a personagem para a saída do mundo ao qual ela está acostumada. Essa saída pode acontecer por vários motivos desde a vontade de aventurar-se até mesmo por uma necessidade mais urgente, como, por exemplo, uma busca ou para salvar um ente amado.

Quando o herói chega ao final da primeira etapa, ele estará pronto para a segunda parte da Jornada, a Iniciação. Ela também se subdivide em estágios específicos. Diferente da primeira etapa da Jornada eles agora são seis. O caminho de provas, O encontro com a deusa, A mulher como tentação, A sintonia com o pai, A apoteose e A bênção última. A segunda fase da Jornada é puramente emocional e psicológica, voltada para as mudanças pelas quais a personagem precisa passar para conseguir superar as dificuldades que lhe serão impostas. Somente superando-as é que ela conseguirá o que busca ao final da história. E para superar seus medos o herói terá que solucionar questões relacionadas a sua vida e ao seu passado, assim como nós mesmos o fazemos quando precisamos passar por alguma provação.

Ao final da segunda fase, o herói deverá enfim ter encontrado o que buscava quando deixou para trás a sua vida em busca da aventura, assim ele agora poderá retornar para casa com o que Campbell define como “troféu transmutador da vida”. Essa é a terceira fase da Jornada do Herói e como as demais é subdividida em etapas: A recusa do retorno, A fuga mágica, O resgate com auxilio externo, A passagem pelo limiar do retorno, Senhor dos dois mundos e A liberdade para viver.

Esta terceira fase preocupa-se em narrar o retorno e explicar como o herói escapou e sobreviveu aos perigos do final da aventura. Aqui ele irá perceber o quanto ganhou e o quanto perdeu ao longo do caminho e terá que se readaptar a sua antiga vida, que na maioria das vezes não será mais como era antes.
Aqui falamos apenas da Jornada do Herói, contudo há muito mais a ser visto e descoberto, no que diz respeito aos arquétipos e até mesmo na construção das características psicológicas das personagens. Abrimos, apenas, a porta de entrada para o mundo da Jornada do Escritor e para reflexões sobre as demais personagens que ele construiu.

 

 

*Diego Ronald Bezerra Chacon, Graduado em Letras / Português / Inglês pelo Centro de Ensino Superior de Arcoverde – PE.
Contato: diego.chacon@hotmail.com

**Raul Guilherme Macedo Silva, Graduado em Letras / Português / Inglês pelo Centro de Ensino Superior de Arcoverde – PE.                                                                                                                                                                             Contato: raulgmsilva@outlook.com

***Edmilson José de Sá, Mestre em Linguística (UFPE) e Doutor em Letras (UFPB) / Professor de Literatura Inglesa e Literatura Norte-Americana no Centro de Ensino Superior de Arcoverde – PE.                                                       Contato: edmilsonjsa@hotmail.com

 

 

Adaptado do texto “A simbologia heroica presente em ‘O Hobbit’”

Revista Conhecimento Prático Literatura Ed. 92