O gênero crônica

Crônica e educação: dicas para o professor

Da Redação | Adaptação web Caroline Svitras

Nada melhor do que sugerir a seus alunos que leiam e, posteriormente, escrevam crônicas para instigar seu espírito crítico e levá-los a sair da zona de conforto. Quando lemos uma crônica, entramos em contato com a visão de mundo do autor, a qual funciona como espelho e nos leva a refletir sobre o que pensamos sobre determinado tema. Portanto, fazer a análise crítica de uma crônica cuja temática seja pertinente ao nível de seus alunos pode estimular o questionamento, a troca de ideias e o debate democrático. Se possível, ao final da discussão, apresente um texto que mostre um ponto de vista antagônico. Isso instigará seus pupilos e os ajudará a desenvolver o espírito crítico diante de fatos, aparentemente, corriqueiros – afinal, toda moeda tem duas faces. Após essa etapa, é hora de incitá-los a escrever suas próprias crônicas, o que os levará a observar mais atentamente as pessoas e situações que fazem parte do seu dia a dia; o que, com o tempo, se tornará um hábito mais do que salutar. Além disso, ao escreverem crônicas, os alunos exercitarão a redação, pois a crônica demanda que os textos sejam claros e, ao mesmo tempo, criativos. Segue abaixo um guia que você poderá usar em suas aulas. Quem sabe ele não lhe servirá de inspiração para criar seus próprios textos.

 

Mitologia
Reia entregando um de seus filhos a Cronos

Na mitologia grega, Cronos era o deus da agricultura e também simbolizava o tempo. Filho de Urano (céu) e Gaia (terra), incitado pela mãe e ajudado por seus irmãos, os titãs, castrou o pai, tornando-se o primeiro rei dos deuses. Cronos reinou durante um período de prosperidade, porém era ameaçado por uma profecia segundo a qual seria vencido por um dos seus filhos. Para que esse vaticínio não se cumprisse, Reia, sua mulher e irmã, tinha de entregar-lhe seus filhos, assim que nascessem, para que ele os devorasse. No entanto, Reia conseguiu salvar o filho Zeus, escondendo-o  numa caverna da ilha de Mitologia Creta. Para enganar o esposo, Reia deu a ele uma pedra embrulhada num pano a qual Cronos engoliu sem perceber a troca. Ao crescer, Zeus decidiu vingar-se do pai e pediu ajuda a Métis – a Prudência – filha do Titã Oceano. Ela ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que havia devorado. Em seguida, Zeus expulsou Cronos do Olimpo, tornando-se a divindade suprema dos deuses gregos. Por ter derrotado o pai, que simbolizava o tempo, Zeus tornou-se imortal.

Na mitologia romana, Cronos é conhecido como Saturno.

 

Tipos de crônica

A crônica, de modo geral, é vinculada ao jornalismo crítico. No entanto, a crônica possui suas peculiaridades e de acordo com Marina Cabral, especialista em Língua Portuguesa e Literatura, ela pode ser dividida em cinco categorias:

  • Lírica: o autor relata com nostalgia e sentimentalismo;
  • Humorística: o autor faz graça com o cotidiano;
  • Crônica-ensaio: o cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder;
  • Filosófica: o autor faz uma reflexão de um fato ou evento;
  • Jornalística: o autor apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos; pode ser policial, esportiva, política etc.

 

Fotos: Revista Conhecimento Prático – Literatura Ed. 52