Análise de O Pequeno Príncipe

Por Maria Dorothea* | Fotos: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

 

O protagonista da narrativa apresentada na obra O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, é um jovem príncipe, tão pequeno quanto os alunos da comunidade. Ele vive só, no pequeno asteroide B 612. Certo dia, um vento forte traz ao seu lar um botão de flor. A arrogante rosa, nascida desse botão, repele a atenção do menino. Decepcionado por não encontrar na rosa qualquer demonstração de afeto, o jovem príncipe parte, sozinho, para outros planetas, buscando a amizade.

 

As atitudes comportamentais do principezinho assemelham-se ao comportamento de uma criança em uma situação real de convívio com o outro: atitudes afetivas e intuitivas. O jovem príncipe busca, em sua primeira comunicação com o aviador, a resolução de uma situação problema: em seu asteroide, não há carneiros para comer os baobás, uma vegetação de crescimento rápido, capaz de destruir, com suas raízes, o pequeno lugar em que vive. O carneiro seria útil porque poderia comê-los. O príncipe pede insistentemente ao aviador que lhe desenhe um carneiro. O aviador, perplexo ao ver o jovem com vestimentas nobres em meio ao calor e ao vazio do Saara, procura descobrir, por meio de perguntas, seu nome, o lugar de onde veio, etc. As perguntas feitas pelo adulto não são respondidas pela criança, cujo objetivo é conseguir a posse do carneiro.

 

Esse comportamento relaciona-se ao da criança pré-escolar: entre os cinco e os seis anos de idade, a criança utiliza-se da fala não com o intuito de comunicar uma informação a um interlocutor, mas na tentativa de solucionar um conflito: no caso da personagem da história, adquirir um carneiro e levá-lo ao seu asteroide.

 

 

Há, contida na fala do principezinho, a manifestação do pensamento mágico: o pequeno príncipe não vê na folha de desenho a imagem de uma caixa que contém o carneiro, mas a própria caixa que o abriga. Uma caixa que guarda o carneiro real, e não a representação, através da imagem, de um carneiro:

 

– Por favor… desenha-me um carneiro!
– O quê?
– Desenha-me um carneiro […]
– Mas… que fazes aqui? E ele repetiu, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:
– Por favor… desenha-me um carneiro […]
Então, perdendo a paciência, e como tinha pressa em desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado. E arrisquei:
– Esta é a caixa. O carneiro que queres está aí dentro. E fiquei surpreso ao ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:
– Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
– Por quê?
– Porque é muito pequeno onde eu moro…
– Qualquer coisa chega. Eu te dei somente um carneirinho! Inclinou a cabeça sobre o desenho:
– Não é tão pequeno assim. Olha, ele adormeceu… E foi assim que conheci, um dia, o pequeno príncipe.

 

A expressão linguística observada na comunicação entre o aviador e o pequeno príncipe aproxima-se do pensamento do adulto, que atua, constantemente, com conceitos abstratos. O diálogo final entre as personagens, indicando o retorno do principezinho para o asteroide B 612, apresenta o conceito abstrato “morte”, através da voz da criança. O príncipe conduz o aviador ao pensamento reflexivo sobre sua partida, propondo a diferenciação entre a matéria e a essência. O Pequeno Príncipe é picado por uma serpente do deserto. O aviador o encontra quase sem vida sobre a areia.

 

A educação, por Ziraldo

 

O jovem justifica sua atitude através de suas palavras, atribuindo à picada não uma agressão, mas a possibilidade de voltar para casa. O veneno permite o abandono do seu corpo, cujo peso o impossibilitaria de regressar para casa. O que fica é um objeto sem vida: o corpo do príncipe. O que permanece imortalizado na imagem das estrelas é a essência do menino:

 

Naquela noite, não o vi partir. Saiu sem fazer barulho. Quando consegui alcançá-lo, ele caminhava decidido, num passo rápido. Disse-me apenas:

 

– Ah! Aí estás…
E segurou a minha mão. Mas preocupou-se de novo:
– Fizeste mal. Tu sofrerás. Eu parecerei estar morto e isso não será verdade…
Eu me calara.
– Tu compreendes. É muito longe. Eu não posso carregar este corpo. É muito pesado.
Continuava calado.
– Mas será como uma velha concha abandonada. Não tem nada triste numa concha velha…

 

A palavra “cativar”, encontrada na narrativa de Exupéry, não pertence à comunicação espontânea das crianças, foi apresentada em situação escolar de convívio através de uma história infantil. Para a compreensão do significado constitutivo de “cativar”, as crianças necessitam experimentá-lo em ações. É através da comunicação da experiência de vida que as crianças iniciam a formação de conceitos espontâneos. A experiência, no caso em estudo, é mediada pela professora. Ela é responsável pela escolha de situações que oportunizem às crianças a compreensão da nova palavra que lhes é apresentada – no caso, “cativar”, um conceito científico, e não espontâneo.

 

 

Etimologia significativa

É oportuna uma investigação a respeito da duplicidade de significados para a expressão “cativar” e sua ausência na narrativa americana, francesa e espanhola. Tem-se conhecimento de que o autor Antoine de Saint-Exupéry escreveu a obra O Pequeno Príncipe em sua estada na cidade de Nova Iorque no início dos anos 40. A primeira publicação foi em língua inglesa, a partir dos manuscritos franceses. Na narrativa em língua inglesa, usa-se o vocábulo “tame”; em francês, a expressão “apprivoiser”; e, em espanhol, a palavra “domesticar” – todas correspondem à palavra “cativar” na tradução para a língua portuguesa. Nas línguas inglesa, francesa e espanhola, há vocábulos correspondentes ao verbo “cativar”: “captivate”, “captiver” e “cautivar”. O que provoca curiosidade é o uso de “cativar” na tradução em português e a escolha de domesticar para as traduções estrangeiras. O interessante, na busca por significados, é a origem das duas expressões, “cativar” e “domesticar”: do latim “captivo” e “domesticos”. Para “captivo”, temos o significado de “reter como priosioneiro”. A palavra “domesticos” significa toda e qualquer experiência pessoal, particular ou pátria ou, ainda, indica os componentes da família ou servos. “Cativar”, hoje, contempla um significado figurado para “capturar”: prender o outro não pela força física, mas pela sedução e simpatia.

 

Foto: Divulgação

 

Nota-se que a escolha de um vocábulo e não de outro segue a interpretação do autor e do próprio tradutor a respeito da história narrada. O diálogo em que as expressões aparecem ocorre entre um ser humano – o Pequeno Príncipe – e um animal selvagem – uma raposa. Em algumas interpretações, portanto, a raposa recebe traços humanizados, o mesmo que ocorre nas fábulas e, em outras, assume a posição de animal. A expressão “domesticar” – “apprivoiser”, “tame” e “domesticar” – é utilizada, em maior proporção, em referência a animais irracionais, e não a seres humanos. Quando utilizada para referir-se ao homem, conduz a uma interpretação pejorativa do ato que está por vir: o homem retorna a sua condição de selvagem, o que faz necessário o ato de “domesticá-lo” para que possa conviver em sociedade. A raposa, um animal selvagem, se domesticada, pode manter um convívio com o príncipe. A personagem não apresenta características apenas instintivas. Ela fala, pensa, escolhe suas palavras e conduz o principezinho à compreensão delas. A raposa demonstra atitudes humanas, o que torna mais apropriada a tradução para língua portuguesa, “cativar”, e não suas correspondentes em línguas estrangeiras para a palavra “domesticar”.

 

A escola, no presente contexto social, apresenta-se como alternativa para oportunizar às crianças experiências de interação e de trocas afetivas, valendo-se, sobretudo, do trabalho com a literatura infantil. Na obra O Pequeno Príncipe, há uma personagem infantil para a completa identificação da criança e uma temática que contempla valores como amizade, solidariedade e respeito, pouco presentes na comunidade em estudo – razão pela qual se justifica sua escolha.

 

Histórias infantis ajudam na criação do caráter do adulto

 

Como já se observou, a presença do protagonista infantil – o pequeno príncipe – permite a verificação de uma linguagem e de uma forma de pensamento que se aproximam das do desenvolvimento cognitivo infantil e que, outras vezes, se distanciam dessas formas de desenvolvimento. As ações do jovem príncipe condizem com as atitudes comportamentais das crianças pré-escolares; as expressões linguísticas constitutivas dos seus diálogos aproximam-se, em determinados capítulos, do discurso do adulto. Contudo, a obra escolhida é rica para o trabalho literário em sala de aula porque possibilita a identificação com as ações da personagem principal, permitindo também romper com os horizontes de expectativas, sobretudo no que se refere às limitações de vocabulário, um desafio para a compreensão da história e, certamente, uma possibilidade para construção de novos significados, a partir de atividades lúdicas possibilitadoras de experiências com as novas palavras.

 

 

 

Construção de sentidos

O ponto de partida para o estudo da obra é a construção da narrativa feita por Exupéry: ela é não-linear. As crianças do grupo em estudo estão expostas às narrativas cujo início, meio e fim seguem uma trajetória temporal definida e imutável: os contos de fadas. A expressão “era uma vez” indica um fato já ocorrido, o que permite à criança distanciar-se dos acontecimentos apresentados pelo autor. O sentimento de segurança está garantido porque o que passou não pode exercer qualquer ação sobre a criança no agora. A narrativa apresentada por Exupéry une dois tempos passados que dificultam a localização espacial da criança no ambiente da história: o tempo em que o aviador encontrou o menino – visão do tempo sob a perspectiva do narrador – e o tempo no qual o jovem príncipe partiu do seu asteroide B 612, percorreu planetas, entre eles, a Terra, até o momento em que encontrou o aviador. O autor apresenta memórias não coletivas (o que não ocorre nos contos de fadas), mas individuais de um, dois ou mais personagens.

 

A exclusão da expressão “era uma vez” pode dar uma oportunidade de mostrar às crianças que existem formas distintas de contar uma história, o que possibilita a ampliação dos seus horizontes de expectativas. Ressalta, também, a real importância de uma lembrança, uma tristeza e uma alegria, que lhe são peculiares e poderão ser o mote para a narração de uma história.

 

O fragmento textual que inicia a narrativa de Exupéry apresenta um narrador não satisfeito com a incapacidade do adulto de compreender os desenhos feitos pela criança. Aos seis anos de idade, o aviador-criança, a partir da ilustração de uma jiboia digerindo sua presa, resolve reproduzi-la e mostrá-la às “pessoas grandes” presentes em seu convívio. A óptica adulta vê, no desenho do menino, um chapéu, e não um réptil.

 

 

O desenho infantil é uma etapa anterior e necessária à construção mental que a criança irá elaborar dos objetos e seres presentes em seu mundo de experiências. Os primeiros desenhos apresentam as percepções provenientes dos estímulos ocasionados pela ilustração da jiboia no livro: a criança desenha não o que ela vê, mas como ela vê. Os desenhos, em uma fase posterior do desenvolvimento cognitivo infantil, compreendem as características comuns dos objetos e seres observados, compartilhadas entre os demais indivíduos.

 

Há, nessa breve análise literária, uma resposta possível para a incompreensão do adulto para com o desenho do aviador-menino. Quando criança, o aviador demonstrou interesse por uma ilustração de uma jiboia devorando uma presa. Fez o desenho da jiboia, a partir da percepção do réptil alimentando-se. Para os adultos que observaram os traços do aviador, o desenho assemelhava-se a um chapéu, e não a uma jiboia. Já adulto, o aviador apresenta a mesma imagem ao pequeno príncipe – uma criança –, que a reconhece como uma jiboia:

 

Como jamais houvesse desenhado um carneiro, refiz para ele um dos dois únicos desenhos que sabia: o da jiboia fechada. E fiquei surpreso de ouvir o garoto replicar:

 

– Não! Não! Eu não quero um elefante numa jiboia. A jiboia é perigosa e o elefante toma muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é de um carneiro. Desenha-me um carneiro.

 

O aviador disponibiliza inúmeras ilustrações de um carneiro para o principezinho. Em uma de suas tentativas, o desenho que mostra ao menino assemelha-se à representação de um bode, e não do animal solicitado: “Bem vês que isto não é um carneiro. É um bode… Olha os chifres…”.

 

Para estabelecer a distinção entre um bode e um carneiro, foi necessária a ideação (conceito de Vygotsky) a respeito dos dois animais, ou seja, o principezinho reconhece as características observáveis de um bode e de um carneiro.

 

 

Transpondo essa experiência para um comportamento infantil observável, há uma criança que conviveu com carneiros e bodes em suas experiências de mundo. Sua percepção permitiu a observação de características semelhantes e distintas dos dois animais. Houve o momento em que essas propriedades foram observadas, generalizadas, o que possibilitou a formulação de uma imagem mental dos animais. O estímulo – o desenho apresentado pelo aviador – não condizia com o esquema mental infantil que continha a ideia de um carneiro, mas foi assimilado no esquema em que estavam armazenadas as informações a respeito dos bodes.

 

A realidade mágica e as experiências reais nos esquemas mentais de uma criança entre os cinco e seis anos de idade coexistem. A realização paralela entre essas duas possibilidades de experiências são facilmente encontradas na narrativa de Antoine de Saint-Exupéry. O Pequeno Príncipe acredita na existência de um carneiro no interior de uma caixa desenhada pelo aviador, é capaz de conversar com uma rosa, criar laços de amizade com uma raposa e ouvir o canto da roldana de um poço. Objetos são animados, e animais são humanizados, o que oportuniza, na narrativa, a representação do que Piaget chamou de pensamento mágico:

 

– Esta é a caixa. O carneiro que queres está aí dentro. E fiquei surpreso ao ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz.
– Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?

 

O desenvolvimento cognitivo infantil inicia com o processo de interação entre a criança e o mundo. A interação, segundo Piaget, ocorre de acordo com a experimentação do que é externo (objetos, animais e pessoas) através da percepção sensorial. As generalizações provenientes das experiências de mundo da criança, segundo Vygotsky, são plausíveis de comunicação para o outro em palavras. Há um momento na história escrita por Exupéry em que o Pequeno Príncipe questiona o aviador sobre o que seriam “coisas sérias” com que se preocupar. O menino relata enfaticamente ao adulto a história de um indivíduo vermelho, enfadonho, que se preocupava unicamente com contas e números. O homem vermelho apresentado pelo principezinho orgulhava-se de conversar somente sobre coisas sérias. O seu orgulho em demasia permitiu que inflasse e ficasse semelhante a um cogumelo. O pequeno príncipe, no diálogo do autor, não mais denomina o sujeito de homem, mas de cogumelo.

 

Práticas pedagógicas libertadoras e a vacilação

 

O fragmento literário que contém a história do “homem-cogumelo” evidencia a capacidade da criança de comunicar as coisas ao outro através de sua experimentação do mundo. Uma criança real poderia ter experimentado o objeto, a imagem e os sons da palavra “cogumelo” em um jardim, em uma gravura de revista ou em uma receita lida pela mãe. Experimentou, percebeu e apreendeu as propriedades do cogumelo. O homem que o principezinho conheceu possuía essas características, logo, não era mais um homem, mas um cogumelo:

 

– Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão contas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” E isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!

 

O animismo – atribuir vida aos seres inanimados – também é característica do comportamento infantil. Em sua visita ao planeta Terra, o jovem príncipe encontra um jardim repleto de flores e com elas conversa:

 

– Bom dia! – disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
– Bom dia! – disseram as rosas.

 

A personagem Pequeno Príncipe é a ilustração de uma criança do mundo real, pronta para conhecer e experimentar o que há no planeta Terra, antes desconhecido. As perguntas feitas pelo jovem príncipe exemplificam uma das formas de comunicação descritas por Piaget (1993), característica da fala socializada. O principezinho usa suas perguntas como forma de experimentar o mundo e apreender seus significados. A pergunta “que coisa é aquela?”, referente ao avião, recebe como resposta não o que o avião é, mas para que ele é usado. Os conceitos iniciais construídos pelas crianças são as funções que os objetos e seres desempenham:

 

Assim, quando viu pela primeira vez meu avião (não vou desenhá-lo aqui, pois acho muito complicado), perguntou-me:

 

– Que coisa é aquela?
– Não é uma coisa. Aquilo voa. É um avião. O meu avião.

 

Há um diálogo da narrativa no qual o aviador e o príncipe contemplam o perigo dos baobás, vegetação de crescimento rápido. No asteroide B 612, o principezinho, todos os dias, ao acordar, arranca as primeiras raízes de baobás para que ão invadam o pequeno espaço em que vive. O príncipe anima-se com a ideia de que os carneiros possam comer arbustos e, possivelmente, baobás. Quando pergunta sobre essa possibilidade, o aviador lhe responde que “uma manada de elefantes” não poderia arrancar um baobá. O jovem sorri ao imaginar-se carregando consigo tantos elefantes. Não haveria espaço suficiente para acomodá-los em seu planeta. Segundo o filósofo Paul Ricoeur, no capítulo Metáfora e Símbolo, as obras literárias mostram ao seu público leitor um “excesso de sentido”. Os sentidos, em uma obra literária, podem ser figurados e literais: “A primeira razão concerne ao funcionamento da significação das obras da literatura enquanto opostas às obras científicas, cujas significações se devem tomar literalmente. A questão aqui é se o excesso de sentido, característico das obras literárias, é uma parte da significação ou se deve entender-se como um factor externo, que não é cognitivo e simplesmente emocional”.

 

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O Pequeno Príncipe compreendeu literalmente a informação dada pelo aviador. A criança não é capaz de identificar, com seus cinco e seis anos de idade, a duplicidade de sentidos contida na expressão “manada de elefantes”: sentidos literal e figurado. A informação literal seria: os baobás crescem muito rapidamente e adquirem enormes proporções, logo, nenhum animal seria capaz de devorá-los, quanto mais um pequeno carneiro. Em sentido figurado, o substantivo “carneiro” é substituído pela expressão “manada de elefantes”, o que permite observar uma semelhança entre o tamanho dos baobás em comparação ao tamanho dos elefantes.

 

Inúmeros são os episódios narrativos que se aproximam da linguagem e do pensamento infantis e aqueles que se assemelham mais à linguagem e ao comportamento adultos. Em cada nova leitura da mesma obra, novas observações tornam-se possíveis.

 

 

*Maria Dorothea é doutoranda em Letras pela Uniritter.

Adaptado do texto “O Pequeno Príncipe – Leitura e construção de significados na infância”

Revista Conhecimento Prático – Literatura Ed. 50