3 livros para conhecer a escrita de Gabriel García Márquez

Deixe-se apaixonar pelas histórias de um dos maiores escritores contemporâneos

Por Caroline Svitras | Foto: Reprodução Internet

Era uma quinta-feira de abril quando o mundo foi assolado pelo falecimento de um dos mais célebres autores do século XX. Gabriel García Márquez, jornalista, escritor, ativista, nasceu na Colômbia, mas foi no México onde passou os últimos anos de sua vida. Vencedor do Nobel de Literatura e do Prêmio Literário Internacional Neustadt, García Márquez foi o encarregado por dar início à produção de romances fantásticos na América Latina.

 

Do amor e outros demônios (1994)

O livro surge a partir de um trabalho jornalístico que Gabriel García Márquez realizou em Cartagena. No ano de 1949, o autor cobria a remoção de diversas criptas do convento de Santa Clara quando se deparou com a ossada de uma menina, acompanhada por longuíssimos tufos de cabelo. Esse fato logo lhe trouxe à memória uma antiga lenda que sua vó costumava lhe contar, sobre a filha de um marquês, possessões demoníacas e relações de escravidão.

 

Ninguém escreve ao Coronel (1961)

Um dos primeiros contos do autor, Ninguém escreve ao Coronel acompanha a exaustiva e angustiante espera do Coronel pelo documento que anunciaria sua pensão, benefício que lhe seria dado como recompensa pelo seu papel na Revolução. As correspondências chegavam todas as sextas-feiras e a cada semana a expectativa pela sua gratificação aumentava. Entretanto, a vida seguiu e trouxe consigo seus imprevistos e tragédias.

 

Cem Anos de Solidão (1982)

Por último, mas longe de ser o menos importante, há a obra-prima do colombiano. Responsável pelo Nobel de Literatura que García Márquez ganhou naquele ano, a obra narra o modo de vida levado por uma família que habita a isolada e fictícia ilha de Macondo. Ao passar das páginas, o leitor acompanha a vivência de diversas gerações dos Buendía – Iguarán, fundadores dessa pequena tribo solitária.

A obra é uma das mais lidas e traduzidas em todo o mundo e, colocada ao lado de Dom Quixote de La Mancha pela crítica, é consagrada como uma das mais importantes produções escritas na língua espanhola.